MENSAGEM-DO-PAPA-FRANCISCO-PARA-O-56º-DIA-MUNDIAL-DE-ORAÇÃO-PELAS-VOCAÇÕES.html

NOTÍCIAS ANTERIORES


  • Apostolado da Oração - 175 anos de fundação
    Data: 29/06/2019
  • Óbolo de São Pedro: contribuição para a jornada da caridade do Papa
    Data: 26/06/2019
  • Solenidade de Corpus Christi
    Data: 21/06/2019
  • MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 56º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
    Data: 11/05/2019
  • MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO - PÁSCOA 2019
    Data: 21/04/2019
  • Campanha da Fraternidade: Mensagem do Papa Francisco ao povo brasileiro
    Data: 06/03/2019

  • Data: 27/02/2019
  • Quaresma 2019: converter-nos para fazer da criação um jardim, não um deserto
    Data: 27/02/2019
  • JMJ de 2022 será em Lisboa
    Data: 28/01/2019
  • Jornada Mundial da Juventude - JMJ Panamá 2019
    Data: 26/01/2019
  • Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor
    Data: 06/01/2019
  • Papa Francisco nas Vesperas da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus
    Data: 05/01/2019
  • Homilia do Papa Francisco na Noite de Natal
    Data: 05/01/2019
  • Nossa Paróquia comemora o Jubileu de Prata
    Data: 03/12/2018
  • Pela Igreja: Papa convoca à oração do terço diariamente, em outubro
    Data: 04/10/2018
  • II Congresso Internacional de Catequese - Mensagem do Papa Francisco aos Catequistas
    Data: 04/10/2018
  • Pastoral da Saúde é implantada em nossa Paróquia
    Data: 06/09/2018
  • Ação Evangelizadora: Cada Comunidade, uma nova vocação
    Data: 06/09/2018
  • Diocese está presente no 33º Encontro da Sociedade Brasileira de Canonistas
    Data: 12/07/2018
  • Normas e Diretrizes Diocesanas para a Preparação e Recepção dos Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã
    Data: 06/07/2018
  • As catequeses do Papa Francisco sobre a Santa Missa
    Data: 04/04/2018
  • Cinco anos do Pontificado do Papa Francisco
    Data: 21/03/2018
  • Papa envia mensagem aos brasileiros por ocasião da CF 2018
    Data: 14/02/2018
  • Padre Paulo Toni Júnior inicia seu ministério de Pároco na Paróquia Bom Pastor
    Data: 22/01/2018
  • Transferência do Clero - Reunião de Transição
    Data: 13/12/2017
  • Ano do Laicato 2017- 2018 - Protagonismo dos Cristãos leigos
    Data: 30/10/2017
  • NOSSA SENHORA DO CARMO E O USO DO ESCAPULÁRIO?
    Data: 04/07/2017

  • Data: 30/05/2017
  • Mensagem do Papa Francisco por ocasião da Campanha da Fraternidade 2017 da CNBB.
    Data: 01/03/2017
  • Celebração do Jubielu de Ouro - Diocese de Jundiaí
    Data: 09/01/2017
  • Santas Missões Populares - 3º Retiro Diocesano
    Data: 28/11/2016
  • Origem da Missa do Galo
    Data: 28/11/2016
  • Carta Apostólica: Papa conclui Jubileu indicando perdão e caridade
    Data: 22/11/2016
  • Romaria Diocesana ao Santuário de Nossa Senhora Aparecia
    Data: 22/11/2016
  • Comunidade de Amor Rainha da Paz recebe visita pastoral de Dom Vicente
    Data: 10/10/2016
  • Movimento Escalada - Encontro Anual
    Data: 16/09/2016
  • O Diácono Permanente
    Data: 19/07/2016
  • Inauguração do Laboratório de Citogenética - Rainha da Paz
    Data: 13/07/2016
  • Diia Mundial de Oração pela Santificação do Clero
    Data: 04/06/2016
  • Santas Missões Populares: pés no chão e o Reino de Deus no coração!
    Data: 04/05/2016
  • Catequese Catecumenal - Celebração Catequética
    Data: 06/03/2016
  • Carnê da Solidariedade
    Data: 06/03/2016
  • CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016
    Data: 06/03/2016
  • Jubileu Extraordinário da Misericórdia
    Data: 06/03/2016
  • SMP - Santas Missões Populares
    Data: 19/11/2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 56º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

A coragem de arriscar pela promessa de Deus


Queridos irmãos e irmãs!

Depois da experiência vivaz e fecunda, em outubro passado, do Sínodo dedicado aos jovens, celebramos recentemente no Panamá a XXXIV Jornada Mundial da Juventude. Dois grandes eventos que permitiram à Igreja prestar ouvidos à voz do Espírito e também à vida dos jovens, aos seus interrogativos, às canseiras que os sobrecarregam e às esperanças que neles vivem.

Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, retomando precisamente aquilo que pude partilhar com os jovens no Panamá, desejo refletir sobre a chamada do Senhor enquanto nos torna portadores duma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede a coragem de arriscar com Ele e por Ele. Quero deter-me brevemente sobre estes dois aspetos – a promessa e o risco –, contemplando juntamente convosco a cena evangélica da vocação dos primeiros discípulos junto do lago da Galileia (cf. Mc 1, 16-20).

Dois pares de irmãos – Simão e André, juntamente com Tiago e João – estão ocupados na sua faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho duma noite inteira não bastava para encher as redes e voltava-se para a margem cansados e desiludidos.

Estas são as situações comuns da vida, onde cada um de nós se confronta com os desejos que traz no coração, se empenha em atividades que – espera – possam ser frutuosas, se adentra num «mar» de possibilidades sem conta à procura da rota certa capaz de satisfazer a sua sede de felicidade. Às vezes goza-se duma pesca boa, enquanto noutras é preciso armar-se de coragem para governar um barco sacudido pelas ondas, ou lidar com a frustração de estar com as redes vazias.

Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro. Jesus vai pelo caminho, vê aqueles pescadores e aproxima-Se... Sucedeu assim com a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida no matrimónio, ou quando sentimos o fascínio da vida consagrada: vivemos a surpresa dum encontro e, naquele momento, vislumbramos a promessa duma alegria capaz de saciar a nossa vida. De igual modo naquele dia, junto do lago da Galileia, Jesus foi ao encontro daqueles pescadores, quebrando a «paralisia da normalidade» (Homilia no XXII Dia Mundial da Vida Consagrada, 2/II/2018). E não tardou a fazer-lhes uma promessa: «Farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17).

Sendo assim, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma «jaula» ou um peso que nos é colocado às costas. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a entrar num grande projeto, do qual nos quer tornar participantes, apresentando-nos o horizonte dum mar mais amplo e duma pesca superabundante.

Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam.

Naturalmente, abraçar esta promessa requer a coragem de arriscar uma escolha. Sentindo-se chamados por Ele a tomar parte num sonho maior, os primeiros discípulos, «deixando logo as redes, seguiram-No» (Mc 1, 18). Isto significa que, para aceitar a chamada do Senhor, é preciso deixar-se envolver totalmente e correr o risco de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos poderia manter amarrados ao nosso pequeno barco, impedindo-nos de fazer uma escolha definitiva; é-nos pedida a audácia que nos impele com força a descobrir o projeto que Deus tem para a nossa vida. Substancialmente, quando estamos colocados perante o vasto mar da vocação, não podemos ficar a reparar as nossas redes no barco que nos dá segurança, mas devemos fiar-nos da promessa do Senhor.

Penso, antes de mais nada, na chamada à vida cristã, que todos recebemos com o Batismo e que nos lembra como a nossa vida não é fruto do acaso, mas uma dádiva a filhos amados pelo Senhor, reunidos na grande família da Igreja. É precisamente na comunidade eclesial que nasce e se desenvolve a existência cristã, sobretudo por meio da Liturgia que nos introduz na escuta da Palavra de Deus e na graça dos Sacramentos; é nela que somos, desde tenra idade, iniciados na arte da oração e na partilha fraterna. Precisamente porque nos gera para a vida nova e nos leva a Cristo, a Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo.

Depois, a vida cristã encontra a sua expressão naquelas opções que, enquanto conferem uma direção concreta à nossa navegação, contribuem também para o crescimento do Reino de Deus na sociedade. Penso na opção de se casar em Cristo e formar uma família, bem como nas outras vocações ligadas ao mundo do trabalho e das profissões, no compromisso no campo da caridade e da solidariedade, nas responsabilidades sociais e políticas, etc. Trata-se de vocações que nos tornam portadores duma promessa de bem, amor e justiça, não só para nós mesmos, mas também para os contextos sociais e culturais onde vivemos, que precisam de cristãos corajosos e testemunhas autênticas do Reino de Deus.

No encontro com o Senhor, alguém pode sentir o fascínio duma chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio ordenado. Trata-se duma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta, sentindo-se chamado a tornar-se «pescador de homens» no barco da Igreja através duma oferta total de si mesmo e do compromisso dum serviço fiel ao Evangelho e aos irmãos. Esta escolha inclui o risco de deixar tudo para seguir o Senhor e de consagrar-se completamente a Ele para colaborar na sua obra. Muitas resistências interiores podem obstaculizar uma tal decisão, mas também, em certos contextos muito secularizados onde parece não haver lugar para Deus e o Evangelho, pode-se desanimar e cair no «cansaço da esperança» (Homilia na Missa com sacerdotes, pessoas consagradas e movimentos laicais, Panamá, 26/I/2019).

E, todavia, não há alegria maior do que arriscar a vida pelo Senhor! Particularmente a vós, jovens, gostaria de dizer: não sejais surdos à chamada do Senhor! Se Ele vos chamar por esta estrada, não vos oponhais e confiai n’Ele. Não vos deixeis contagiar pelo medo, que nos paralisa à vista dos altos cumes que o Senhor nos propõe. Lembrai-vos sempre que o Senhor, àqueles que deixam as redes e o barco para O seguir, promete a alegria duma vida nova, que enche o coração e anima o caminho.

Queridos amigos, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida. Por isso, há necessidade dum renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que se proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento. Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual.

Como várias vezes se assinalou durante a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, precisamos de olhar para Maria. Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido» (Vigília com os jovens, Panamá, 26/I/2019).

Neste Dia, unimo-nos em oração pedindo ao Senhor que nos faça descobrir o seu projeto de amor para a nossa vida, e que nos dê a coragem de arriscar no caminho que Ele, desde sempre, pensou para nós.

Vaticano, Memória de São João Bosco, 31 de janeiro de 2019.

Franciscus

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-05/papa-francisco-oracao-vocacoes.html
Data: 11/05/2019

Horários de Missas:

Terça a sexta-feira, 19h | Sábado, 18h | Domingo, 9h, 11h e 18h.

 

Av. Bom Pastor, 500 | Alphaville - Santana de Parnaíba - SP

Contato: (11) 4153.1114  |  bompastor@interair.com.br

 

Secretaria:

Terça a sexta-feira, 14h às 18h | sábado: 8:30h às 12h